Amor e Ódio no Relacionamento: Por Que Nem Sempre Gostamos de Quem Amamos?

Amor e Ódio no Relacionamento: Por Que Nem Sempre Gostamos de Quem Amamos?

Nem sempre gostamos de quem amamos. Há dias, inclusive, em que chegamos a sentir raiva ou até mesmo odiar. Se isso já aconteceu com você, pode parecer assustador, mas a psicanálise nos ensina que essa oscilação é perfeitamente humana.

Amor e ódio não são sentimentos opostos no sentido estrito; são, na verdade, duas faces da mesma moeda. O ódio, por mais desconfortável e tabu que seja, também faz parte do laço afetivo. Ele cumpre uma função importante: nos permite reconhecer a individualidade do outro e estabelecer o limite entre "quem eu sou" e "quem o outro é".

Muitas vezes, a cultura e as redes sociais vendem a ideia românticade que o amor precisa ser leve, pleno e perfeito o tempo todo. A realidade da vida a dois, no entanto, é bem diferente. É natural sentir irritação ou repulsa, principalmente quando o outro revela suas falhas. E não estamos falando aqui de erros graves ou abusos, mas sim daquelas pequenas imperfeições do dia a dia — às vezes, é simplesmente o jeito da pessoa ser que esbarra nas nossas próprias limitações.

O problema surge quando essa oscilação constante entre amar e odiar começa a gerar um sofrimento profundo, desestabilizando a relação a ponto de fazer com que tudo pareça fora de sintonia. Quando o ideal de perfeição cai, o que sobra é a dificuldade de lidar com a realidade do parceiro.

Se essas oscilações têm gerado angústia e você deseja compreender melhor como se posiciona em relação ao amor, ao ódio e às suas próprias expectativas, a psicanálise oferece um espaço de escuta e elaboração.